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Xica Margarida

18.01.19

Os destaques do Sapo vieram até mim

Xica Margarida

Uma pessoa não pode em si de contente. Então eu a achar que escrevia para três pessoas e eis que entro no blogue e vejo que 2601 pessoas visualizaram (não quer dizer que tenham lido, que isso era demais para mim) um post meu!! Atentem bem, 2601visualizações. Nem posso acreditar. E a quem tenho que agradecer? A quem? Aos destaques do Sapo!!! 

A verdade é que quando comecei a receber emails com notificações de comentários naquele post comecei a achar estranho. Geralmente são dois ou três que comentam. Mas pronto, andei entretida na vida e lá continuei. Quando entrei no blogue e vi que tinha sido destaque então percebi o interesse súbito. Mas adorei tanto! Já me sinto famosa...

Portanto, Sapo continua que estás no bom caminho. Eu prometo continuar deste lado a escrevinhar para te agradar. Sei que nem todos os dias são bons, mas vamos por tentativas. Beijinhos bons e aparece sempre.

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11.01.19

Xixi às escuras é que não

Xica Margarida

Eu sou pessoa que não gosta de fazer xixi às escuras. Pronto, tenho esta mania, mas não gosto. Então sempre que vou a uma casa de banho ligo a luz. Fácil, certo? Seria fácil não fossem aquelas casas de banho onde as luzes são automáticas e mal uma gaja senta o rabo na sanita elas desligam. Depois é ver o povo (quer dizer ainda bem que ninguém vê) a dançar o Lago dos Cisnes sentada na sanita para poder dar à luz. Toda uma energia que dispensava gastar somente para poder expelir líquidos. 

É coisa para irritar a pessoa que acaba por nem fazer xixi nem conseguir ligar a luz. 

09.01.19

Até aos quarenta perco vinte

Xica Margarida

Eu até costumava ser feminina (há quem diga que não) mas depois tornei-me num tronco com cepos em vez de pés, galhos nas mãos e bolas de Berlim em vez de bochechas. Uma estrada cheia de curvas muito acentuadas. Resumindo, peso muito mais do que devia e está na hora de fazer alguma coisa. 

Como já vamos tarde para resoluções de começo de ano resolvi tomar uma decisão: até aos meus 40 anos vou perder 20 quilos. Tenho um ano e uns meses. É bastante plausível isto acontecer se eu deixar de ser lontra e começar a comer em condições. E o que já fiz para isto mudar? Perguntam vocês entusiasmados. Na realidade fiz pouco a não ser comer menos, melhor e caminhar. Mas a lontrice instalada no meu corpo tem dificultado este processo. Por isso, resolvi criar este desafio e partilhá-lo com as três pessoas que me acompanham no blogue.

Começa então hoje a nova etapa. Tudo pronto?

No Instagram vou tentar colocar todos os dias uma foto do meu esforço hérculeo em me tornar uma pessoa mais fit (até porque está na moda e eu acho que está na altura de eu fazer alguma coisa que seja fashion) usando o hashtag #ateaosquarentapercovinte. (Só pelo uso do hashtag já mereço um prémio!). 

Abaixo a primeira foto do esforço em comer melhor: panquecas de aveia para pequeno almoço. 

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08.01.19

Entrevistas de emprego - O Cúmulo

Xica Margarida

Eu sei que o tema é recorrente mas as histórias são fenomenais de mais para ficarem guardadas. 

Numa das vezes que fiz recrutamento, procurava uma pessoa para trabalhar na loja nas imediações do Aeroporto do Porto. A ideia era recrutar alguém da Maia para que as deslocações fossem mínimas. Então, como era meu hábito comecei a ligar a candidatos que tinham enviado CV por email, só para termos uma pequena conversa prévia. 

Liguei a dois ou três e eis que apanho o Cúmulo! O Cúmulo é aquele gajo que vive na Maia (como era pretendido porque fica muito perto do Aeroporto do Porto e da loja para onde eu recrutava) e que me diz: ah e tal mas isso fica muito longe. E eu respondo: mas então não vive na Maia? E ele: sim, mas vou ter que perder cinco minutos para chegar à loja. A troca de conversa continua e a certa altura eu penso assim: então a pessoa manda CV para candidatura, vive nas imediações do local de trabalho a que se candidata e agora diz que vai demorar cinco minutos a chegar e não tem tempo... Comecei a endurecer o meu discurso porque a paciência já não era muita. Parecia que eu o estava a convencer a vir à entrevista. Até que o Cúmulo me diz assim: não estou a gostar do seu tom de voz. Meninos, subiu-se-me uma coisa por mim acima... tive que lhe perguntar diretamente: quer vir à entrevista ou não. E o Cúmulo responde: não. E a seguir ainda me desliga o telefone na cara. Bonito, certo?

Depois disto eu não sabia bem o que dizer ou fazer e acho que uma pessoa demora algum tempo a recompor-se de uma situação destas. Claramente o Cúmulo não queria vir trabalhar. O Cúmulo enviou um email com a candidatura por foi obrigado pelo Centro de Emprego. Mas bastava ao Cúmulo ter-me dito isso e pronto. Ficava a questão resolvida. De certa forma ficou, mas eu tive que perder a paciência que é coisa que eu não gosto. 

 

26.12.18

Pequeno Hobbit ataca de novo

Xica Margarida

aqui falei do pequeno Hobbit que partilha a parede do quarto comigo. Dito assim até parece fofinho. O pequeno Hobbit (decidi chamá-lo assim por causa da coisa da proteção de dados e tal. Assim ninguém o consegue identificar e não me multam e coiso), além de acordar às cinco da manhã entra noutras aventuras. 

Então aqui vai uma lista dos seus defeitos: não cumprimenta os seus vizinhos (mas o defeito não é só dele. Este prédio deve ter algum problema), não partilha o mesmo elevador (para partilhar a parede do quarto já é menino, mas o elevador faz-lhe espécie), tem medo do meu cão (daí não partilhar o elevador comigo), fuma nos espaços comuns e o pior de tudo é que coloca o carro a trabalhar dentro da garagem. Esperem lá, não estou maluca de todo. Eu sei que a pessoa tem que por o carro a trabalhar para sair da garagem. Todos o fazemos. Também não quero o pequeno Hobbit com suas perninhas tão pequeninas a empurrar o carro pela garagem fora só para não me chatear. 

O problema é que ele coloca o carro a trabalhar dentro da garagem e fica lá dentro durante (sei lá) meia hora. Acontece que já o apanhei lá e o ambiente que estava na garagem era tóxico. Eu pensei: a pessoa pensou em suicidar-se e quer levar-nos a todos com ele. Chegaram a arder-me os olhos. Lá tive que ir denunciar o pequeno Hobbit. Ele agora já não faz isso. Mas aposto que deve ter vontade. 

Dizem vocês: isto já cheira a perseguição. Deixa lá o homem em paz. Eu deixo, mas ele também tem que me deixar a mim. Ele já devia saber que não é bom incomodar-me. Qualquer dia atiço-lhe o meu cão que é capaz de lhe saltar para cima (dada a sua baixa estatura) e lambê-lo até ele cair para o lado. 

24.12.18

Não enganem os vossos filhos que eles um dia descobrem

Xica Margarida

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Imagem retirada aleatoriamente do Google. Não sei a quem pertence. Acusem-se.

 

Vamos lá falar de coisas sérias: a existência do Pai Natal. Eu proponho deixarmos de enganar as crianças e dizer logo de uma vez que não há nenhum velhinho que entre em casa e que deixe lá as prendas. Não há necessidade de escrever cartinhas, nem deixar leite nem bolachas porque o velho gordo é apenas e só alguém da família que se vestiu de vermelho e meteu umas barbas brancas.

Meus senhores, as crianças são muito inteligentes. Mais inteligentes que muitos adultos. Não vale a pena andarmos com isto. Até mesmo para as protegermos. Imaginem o seguinte cenário: a vossa criancinha no infantário. Ao lado um puto a quem os pais não enganam. Esse puto conta toda a verdade à vossa criatura. Imaginem o desgosto do pequeno petiz que vocês tanto acarinham. As lágrimas a correrem-lhe pelas faces. O sentimento de traição: os meus próprios pais mentem-me a vida toda. Eu acho que não vale a pena arriscar. 

Assim, proponho dizer logo aos pequenos rebentos que a história do Pai Natal é muito bonita e tal mas quem traz as prendas somos nós. Eles têm que agradar é a família e não um velho gordo que só existe nos hipermercados e onde todos correm para tirar fotos com ele. 

Peço desculpa se alguém desse lado ainda acreditava que o Pai Natal existia mesmo. Agora vão ter com os vossos pais e perguntem-lhes porquê. Sim, porque é que não vos prepararam para as agruras da vida logo cedinho. 

18.12.18

Collants: peça de roupa inventada por quem não a veste

Xica Margarida

É que é uma peça de roupa que me enerva tanto que nem consigo bem escrever sobre isto... Até estou com um bloqueio artístico.

A verdade é que não uso muitas vezes collants, mas agora como estou uma lontra, decidi começar a optar por usar mais vestidos. Daí a necessidade de vestir aquela peça de roupa concebida por quem não a veste. Senão vejamos: quando pegamos numas collants elas parecem sempre de criança. A verdade é que foram feitas para esticar e ficar agarradinhas ao nosso corpo, mas só aquela imagem já assusta. Depois todo o processo de vestir. Cuidado para não rasgar, puxar bem para não ficarem a cair pelas pernas abaixo e quando termino estou mais cansada do que aquela vez em que caminhei 10 quilómetros sem parar. A verdade é que é preciso toda uma ginástica para me conseguir enfiar dentro daquilo. 

Ah mas depois de vestido é todo um conforto. Não é nada. Aquilo faz comichão, cai, aperta a pança. Enfim, não tem nada de bom e enerva-me. 

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Imagem retirada do site da Calzedonia (não ainda não me patrocinam, mas bem que podiam. É que não vendem só collants)

16.12.18

Chá das cinco com pequeno Hobbit

Xica Margarida

Cinco horas. Uma boa hora para me sentar confortavelmente e tomar um chá sem preocupações, apenas disfrutar do momento. Já pensei em fazê-lo várias vezes mas fico demasiado irritada para conseguir levantar-me da cama e ir fazer um chá. Sim falo das cinco horas da manhã. Confusos? É continuar a ler que já explico.

O que se passa é que eu tenho um vizinho (quem não tem) que partilha a parede do quarto comigo. Ou seja, ele deve dormir com a cabecinha linda dele encostada a mesma parede que eu encosto a minha linda cabecinha. Tudo lindo até agora. Tudo lindo até ele se ter mudado para cá. Foi nessa altura que começou a saga.

Há já alguns anos o homem (pequeno Hobbit de metro e meio, com o cabelo lambido por uma vaca e que não deve ter dentes porque nunca os mostra) acordava às 7 da manhã. Uma hora razoável, mas aqui a pessoa estava habituada a dormir até às 8 (ainda não tinha o cão, inocente que era). Então os problemas começaram porque a pessoa (que também não deve ter grande língua porque também não fala muito) acordava com o despertador em altos berros. Oh pá, ninguém merece ser acordado pelo despertador do vizinho. Mas pronto, a coisa era tolerada se ele acordasse e desligasse aquela merda logo de seguida. O problema é que o pequeno Hobbit acorda com uma seleção musical irrepreensível (já vamos falar sobre isso) que deixa a tocar durante uma hora. 

Fiz todos os esforços para conseguir falar com ele, mas pequeno Hobbit não deve conseguir chegar ao manípulo da porta e não a abre a ninguém. Então deixei-lhe um bilhete. Não resultou. Falei com o condomínio, com o senhorio. A única coisa que mudou foi o volume. Em vez de acordar a terra toda, passou a acordar-me só a mim. Mas pronto, via-se ali um esforço. E rendi-me. Já não havia nada a fazer. 

Uma bela noite o pequeno Hobbit decide acordar às 5 da manhã. E dizem vocês (três pequenos leitores meus que me seguem mesmo que sejam 5 da manhã) mas foi só uma noite. Pois foi. Achava eu que sim. Mas a pessoa agora acorda todos os dias às 5 da manhã. A verdade é que a música já não está tão alta. Mas eu sou pessoa que acorda com a respiração do meu cão (o ressonar, vá). Portanto, agora todos os dias tenho direito a chá das cinco com despertador durante uma hora. 

Ah, e importa mencionar a escolha musical do pequeno Hobbit. A pessoa já chegou a ouvir rancho aquela hora da manhã. Sim rancho, com vozes agudas e altas e tudo e tudo. Agora ouve uma rádio qualquer que toca o "Faz gostoso", da Blaya, aquela hora. Para certas pessoas pode fazer sentido, para mim (velha e arrumada que só quer dormir) não faz. 

12.12.18

Destas eu gostava de ter

Xica Margarida

Tenho cá em casa apenas a louça necessária para conseguir sobreviver no dia a dia. Ou seja, os serviços herdados da minha avó, as taças que a minha mãe quer que traga e coisas demais ficam em casa da minha mãe. Cá em casa não há nem espaço nem paciência para louça que não se usa. Mas estas chávenas, senhores, eu gostava de ter. Oh pá, encontrei-as no outro dia no Facebook e adorei. Alguém sabe onde se pode encontrar isto? Comprava já dois conjuntos.

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11.12.18

A única planta que sobrevive cá em casa

Xica Margarida

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Eu não sou uma pessoa muito dada a plantas. Assim, qualquer uma que venha cá para casa tem um fim triste. Menos uma. Esta continuar aqui e todos os anos dá flores vermelhas (ou rosa) por volta da altura do Natal. Não sei o que ela nos quer dizer mas nós não tratamos dela, raramente a regamos e ela continua a dar-nos flores lindas nesta altura do ano. 

Euzinha

foto do autor

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