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Xica Margarida

16.03.19

O ideal era ganhar o Euromilhões!

Xica Margarida

A ideia surgiu ao ler o post da Gorduchita aqui. Ganhar o Euromilhões e poder dedicar-me inteiramente ao blog. Era das melhores coisas que me podia acontecer agora. Depois de tantos anos afastada do jornalismo redescobri que adoro escrever. Quando era jornalista fazia-o porque era a minha profissão, aquela que escolhi, mas tinha que escrever. Não escrevia sobre o que queria mas sobre o que tinha que ser. Agora escrevo porque quero, do que quero e quando quero. Não é o ideal? Sem dúvida. 

Então quando li o post da Gorduchita pensei: isto podia mesmo acontecer-me. Passava a vida a escrever sobre o que quero. Mas claro que só o facto de ganhar o Euromilhões já constitui uma loucura (até porque não jogo, logo não posso ganhar) imaginem poder passar a vida a fazer o que gosto como profissão.

Há muito poucas pessoas que podem fazer o que gostam como profissão e essas são sortudas. Eu já o fiz quando era jornalista. Agora faço o que posso. Mas fica sempre a esperança de um dia ainda poder voltar a fazer o que realmente gosto. Lá está, se calhar começava a jogar no Euromilhões. Se calhar era uma ideia...

Claro que depois há toda uma série de coisas que se fazia com o prémio do Euromilhões, para além de escrever. Mas o bom de tudo era que podia escrever sobre todas essas coisas que iria fazer. Perfeito, certo? 

09.03.19

Eu caminho e penso, penso, penso...E vocês?

Xica Margarida

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No outro dia enquanto caminhava pensei: isto dava um bom post. Vou fazer um relato de como me preparo, do processo da caminhada e do fim. Para perceberem como isto funciona para mim. Depois quero saber como é com vocês. Seja em caminhada ou em corrida. 

Geralmente caminho de manhã. Quando vou sozinha é que os meus pensamentos são estranhos. Se não atentem.

Saio do carro e marco o relógio, abro a aplicação da Nike Run (mas só caminho, não se enganem que pequena lontra com trezentos quilos não consegue correr ainda), e lá vou eu: 

- Ai isto hoje vai ser fixe. Cinco quilómetros no mínimo.

- Eh pá, mas cinco quilómetros é muito e tenho coisas a fazer e vai demorar.

- Não vai nada demorar. Vais fazer pelo menos os cinco quilómetros ou então uma hora.

- Mas estou cansada hoje. Se calhar abrevio isto.

- Não abrevio nada, é andar e pronto. Vou pensar noutra coisa.

- Eh pá, mas isto custa. Mas depois vou gostar. 

- É isso continua.

- A senhora da Nike nunca mais fala. A cabra deve estar a castigar-me. De carteza que já passou um quilómetro. Pelo menos.

- Vou ver e só passaram 500 metros. É impossível. A gaja não sabe o que diz. 

- Isto hoje vai ser complicado. 

- Se calhar paro já aqui. Já andei um bocadinho.

- Que estúpida. Isto assim mais vale nem vires. 

- Vou continuar. 

- Mas já estou cansada. Doem-me as pernas, os pés, as costas, as ancas, tudo. Na próxima volta paro.

- Ai olha, já fez um quilómetro. Agora é fácil. 

- Não é nada. É uma merda. Ai no que me vim meter.

- Mas os pássaros e a natureza são tão giros.

- Quero lá saber disto. Quero o meu sofá.

- Mas vai saber bem quando terminar. Vá, agora até vou mais depressa. 

- Ai que não posso. Agora é que acabei com tudo. 

E é isto durante o tempo todo em que lá ando. Às vezes consigo o que quero outras vezes não. Mas, regra geral saio de lá contente. Vale sempre a pena caminhar, mas é sempre com muito custo. Quando vou com o meu irmão é muito mais fácil. Vamos sempre na conversa. 

Agora coloquei música no telemóvel e a senhora da Nike (a quem chamo nomes muitas vezes porque não fala mais vezes) fala mas também ouço música. E isso ajuda muito. E claro, tenho que estabelecer metas senão saio de lá na primeira volta. 

Como é com vocês? Também têm estes pensamentos tolos. Ou aquilo é canja. 

Foto retirada do site pixabay.com

 

07.03.19

É fruta, senhores

Xica Margarida

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Laranjas. Hoje vamos falar de laranjas. E de limões, maçãs, vá, fruta em geral. Vá, pensavam que eram só temas eruditos neste blog. Não, meus caros cinco leitores assíduos. Também temos fait divers. Ah pois, que a coisa não pode ser sempre séria.

Então reza assim. Fico admirada, sempre que passo numa horta, ou terreno qualquer, de perceber como é que as pessoas deixam a fruta estragar-se nas árvores. Vejo imensas árvores de fruta carregadinhas e ninguém colhe aquilo. Era caso para dizer que aquela fruta que se estraga nas árvores daria para alimentar muita gente. Mas ninguém a colhe. Faz-me espécie, não percebo. 

Conheço uma terra onde o município plantou árvores de fruta pelas ruas da vila. A fruta é colhida e serve para alimentar os idosos do lar e as crianças dos jardins de infância. Também qualquer munícipe é livre de colher a fruta. Digam lá se não é bonito. Agora ter árvores cheias de laranjas e deixarem-nas estragar. Olhem digam que eu, o meu pai e a minha mãe vamos lá e damos conta disso tudo. Lá em casa dos meus pais eram dois dias para aviar um cesto de fruta. Por isso, se quiserem alguém para colher os frutos das árvores avisem. Temos candidatos. Estragar é que não. 

Imagem retirada do site pixabay.com

03.03.19

House of Cards - Mataram o Frank e tenho saudades dele

Xica Margarida

Comecei a ver a série House of Cards e adorei. Apesar das personagens principais fazerem das tripas coração para atingirem o poder, a verdade é que eu torcia sempre por eles. Estranho mas era assim. O Francis Underwood era terrível, mas havia ali qualquer coisa que me levava a torcer por ele. Pronto, era estranho, mas era assim. 

As pressões, os estratagemas, os malabarismos do sistema político americano eram ali tão bem retratados que até assusta. Caso para dizer que deixa de ser política. Deixa de ser interesse nacional e passa a ser interesse de uns quantos e dos priveligiados. Os podres, as chantagens, os benefícios... Fenomenal. Fiquei viciada na série. Até ao dia em que a Claire (mulher do Francis) diz que ele morreu. Esquece lá isso. Espetaram-me uma faca. Impossível! O Frank não morre, disse eu. Mataram-no. 

Eu já sabia que, por causa dos escândalos sexuais, a Netflix tinha tirado o kevin Spacey da série e estava curiosa para perceber como seria o House of Cards sem ele. A verdade é que, para mim, a série deixou de ter piada. Mataram o Frank e a série morreu com ele. Sempre gostei do Kevin Spacey, sempre admirei o seu trabalho como ator. Por isso, ver a série com ele e depois sem ele fez uma enorme diferença. Cheguei mesmo a ficar revoltada. Mataram o Frank. Eh pá, sei que ele provavelmente fez mal às pessoas e tal, mas ali o que estava em questão era o trabalho dele. Não o estou a defender, mas pronto, sinto a falta dele na série. Gostei muito da série, mas sem ele não tem a mesma piada. E acho que os produtores fizeram bem em não continuar muito tempo sem ele. 

Agora tenho que escolher outra série. Fiquei orfã de série...

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Imagem retirada do site observador.pt

 

01.03.19

Frascos de mel - esse flagelo da sociedade

Xica Margarida

Se há coisa que me enerva são os frascos de mel. Há dois problemas graves nos frascos de mel. Haveria três, mas um deles eu já superei que era o facto de eu detestar mel. Agora já consigo suportar, mas sempre misturado com alguma coisa. Como sou pessoa que não gosta de coisas azedas tive que optar pelo mel para adoçar os iogurtes naturais que como ao pequeno almoço. Portanto, fiquei apenas com dois problemas graves nos frascos de mel.

O primeiro: o frasco de mel fica sempre nojento. Pegajoso, com mau aspecto, mel a escorrer por todo o lado. Geralmente obriga a uma limpeza sempre que se usa senão é ver tudo por onde o frasco de mel passa a ficar nojento. Enerva-me esta cena. Já sei que me vão dizer que há frascos onde se deita por uma coisita que não escorre mas, meus amigos, escorre à mesma. Fica nojento e pegajoso à mesma. Enervante.

Como se não bastasse isso passado um tempo de aberto o mel começa a ficar sólido. Como dizer, perde a liquidez. Vá, sei lá, fica ainda mais nojento. 

Pronto, era só isto. Se alguém tiver alguma sugestão ia adorar saber.

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Imagem retirada de pixabay.com

 

Euzinha

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